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domingo, 19 de maio de 2013

"Despedidas em Belém" - Ficha Informativa

"DESPEDIDAS EM BELÉM"

"E já no porto da ínclita Ulisseia,
 Cum alvoroço nobre e cum desejo
 (Onde o licor mestura e branca areia
 Co salgado Neptuno e doce Tejo)
 As naus prestes estão; e não refreia
 Temor nenhum o juvenil despejo,
 Porque a gente marítima e a de Marte
 Estão pera seguir-me a toda a parte."

                                        Os Lusíadas (C.IV; est.84)

Este episódio é narrado por Vasco da Gama ao Rei de Melinde. Neste momento da narrativa, os Portugueses, sob o reinado de D. Manuel I, preparam-se para partir à descoberta de novos mundos. Na praia havia um grande alvoroço e ultimavam-se os preparativos para a partida.
 
Para saberes mais sobre este episódio, consulta a Ficha Informativa em anexo.

sábado, 11 de maio de 2013

"Batalha de Aljubarrota" - Ficha Informativa

"Batalha de Aljubarrota" in Os Lusíadas

Para alargares os teus conhecimentos sobre este episódio consulta a Ficha Informativa em anexo. Bom estudo!

"Batalha de Aljubarrota"

Arcas Tumulares de Pedro e Inês


São duas obras-primas da escultura gótica em Portugal, feitos em calcário da região de Coimbra. A construção situa-se entre 1358 e 1367 de autoria desconhecida.

 





                                                                  
Descrição dos túmulos

A localização primitiva dos túmulos era lado a lado no transepto sul da Igreja do Mosteiro de Alcobaça. Daqui passaram para a Sala dos Túmulos. No século XX voltaram a ser colocados no transepto da Igreja, onde se encontram actualmente: frente a frente, estando o túmulo de D. Inês no braço norte do transepto e o túmulo de D. Pedro I no braço sul, de tal modo a que quando ressuscitarem se levantem e vejam um ao outro.

 Em termos escultóricos, o túmulo de D. Pedro I é considerado uma melhor obra, chegando os altos-relevos a atingir 15 cm de profundidade, enquanto no túmulo de D. Inês atingem os 10 cm.
  

Túmulo de D. Inês de Castro

Inês de Castro está representada com a expressão tranquila, rodeada por anjos e coroada de rainha. A mão direita toca na ponta do colar que lhe cai do peito e a mão esquerda, enluvada, segura a outra luva.
Os temas representados no túmulo são: nos frontais, a Infância de Cristo e a Paixão de Cristo e, nos faciais, o Calvário e o Juízo Final.


Túmulo de D. Pedro I



D. Pedro I está representado também com a expressão tranquila, coroado e rodeado por anjos. Segura o punho da espada na mão direita, enquanto com a esquerda agarra a bainha.
Nas faces do túmulos estão representadas: nos frontais, a Infância de S. Bartolomeu e o Martírio de S. Bartolomeu e, nos faciais, a Roda da Vida e a Roda da Fortuna e ainda a Boa Morte de D. Pedro.
Neste túmulo destaca-se o facial da cabeceira onde está representada a Roda da Vida e a Roda da Fortuna. Imagem: A Roda da Vida possui 12   edículas com os momentos da vida amorosa e trágica de D. Pedro e de D. Inês.
 Fonte:  pt.wikipedia.org/wiki/TúmulosdeD.PedroIedeInêsdeCastro

Recordando os amores de Pedro e Inês ... através da música!


  

"Inês de Castro" - Ficha Informativa


Para saberes mais sobre o episódio "Inês de Castro" in Os Lusíadas, consulta a seguinte Ficha Informativa.

"Inês de Castro"

terça-feira, 7 de maio de 2013

Inês de Castro: A Imortalidade Literária

 INÊS DE CASTRO: A IMORTALIDADE LITERÁRIA
 
    O episódio de Inês de Castro, in Os Lusíadas de Luís de Camões, conta-nos, literariamente, uma das mais extraordinárias histórias de amor de todos os tempos.
 
     Sempre houve quem, através da literatura e da pintura, lembrasse Inês de Castro. Aqui ficam dois de muitos exemplos possíveis.
       

Inês de Castro 

 
A morte de Inês de Castro, Karl Briullov, século XIX 
     
 
 Antes do fim do mundo, despertar,
 Sem D. Pedro sentir,
 E dizer às donzelas que o luar
 É o oceano de amado que há de vir...
 
 E mostrar-lhes que o amor contrariado
 Triunfa até da própria sepultura:
 O amante, mais terno e apaixonado,
 Ergue a noiva caída à sua altura.
 
  E pedir-lhes, depois, fidelidade humana
  Ao mito do poeta, à linda Inês...
  À eterna Julieta castelhana
  Do Romeu português.
 
                                      In Poesia, Miguel Torga